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Quem já é mãe sabe: escolher o modelo de berço ideal para o bebê exige atenção a vários detalhes, especialmente nos dias atuais, em que as opções encontradas no mercado são infinitas.

A escolha, é claro, vai muito além da estética! Para a arquiteta e designer de interiores Taciana Leme, os quesitos mais importantes na escolha de um berço são: segurança, conforto e funcionalidade.

Berço redondo, berço portátil, berço moisés, entre muitas outras opções… Na prática, como escolher? Afinal, cada modelo tem suas vantagens e desvantagens.

Danielle Negri, pediatra da Perinatal, exemplifica: berço com trocador ou cômoda acoplada é recomendado para quartos pequenos e aproveitamento de espaço. “Miniberços permitem sua movimentação pela casa e ocupam menos espaço, entretanto, só acomodam o bebê até seis meses”, diz.

“Alguns berços podem se transformar em minicama, o que pode ser um fator de economia no futuro e aumenta a vida útil do móvel em até dois anos. Berço portátil é bom para viagens, pode ser desmontado e montado em qualquer lugar, mas é simples. A estabilidade é reduzida e não tem acessórios como grades e estrado móvel reguláveis”, acrescenta a pediatra.

Neste contexto, abaixo, você conhece um pouco mais sobre as características dos principais modelos de berço vendidos no mercado hoje, para escolher aquele que tem mais a ver com as necessidades do seu bebê e da sua família!

Principais modelos de berço

Berço tradicional

Maria Rosimeire Rodrigues de Souza Cruz, proprietária da Misk Decor, explica que as vantagens deste tipo de berço são seu tamanho menor (em comparação a outros modelos, como os que têm cômoda acoplada) e o fato de ser mais econômico. “A desvantagem, porém, é o fato de não virar minicama e ter um design inferior”, diz.

Berço minicama

Taciana explica que a diferença entre o berço tradicional e o minicama é que o segundo pode, com algumas partes desmontadas e o estrado colocado na posição mais baixa, se transformar em uma cama com as mesmas dimensões do berço, porém, mais baixa que uma cama convencional. “Sua utilidade vai depender muito do desenvolvimento individual de cada criança… Algumas, logo que começam a andar, já querem pular do berço, neste caso é mais seguro usar a minicama; outras, ficam bem no berço até mais de dois anos de idade”, diz.

Berço com trocador, cômoda e bicama (multifuncional)

Taciana destaca que os berços com trocador e bicama são ideais para quem tem pouco espaço e precisa otimizar algumas funções em uma mesma peça.

Esse é um tipo de berço ideal para quem busca praticidade, pois é um móvel multiuso que, além de garantir conforto para a criança, tem espaço para guardar suas roupas, produtos de higiene etc. Maria Rosimeire destaca que a grande vantagem deste modelo de berço é a praticidade, já que a cômoda fica bem próxima (para pegar roupas e tudo mais).

Em relação à bicama (que fica abaixo do berço), a vantagem é também a praticidade. “Os pais podem dormir junto com o bebê, por exemplo, quando precisar”, comenta Maria Rosimeire.

Já Taciana comenta que esse modelo de berço que inclui bicama é muito utilizado por quem precisa acomodar um bebê e uma criança em um mesmo quarto ou por quem tem uma babá.

Vale destacar que alguns modelos oferecem ainda somente o trocador junto ao berço. Esse modelo, embora não seja tão completo, oferece um conforto a mais, pois não será preciso trocar a criança em cima da cama, por exemplo.

Berço de balanço

Taciana comenta, primeiramente, que existem os berços de balanço tradicionais, mais antigos, que têm uma dimensão pequena e ocupam pouco espaço, porém, oferecem menos conforto e, apesar de embalarem o bebê, precisarão ser trocados com pouco tempo de uso. “E existem os ‘berços de balanço modernos’ que servem para deixar o bebê próximo dos pais durante o dia enquanto se locomovem pela casa”, diz.

Berço montessoriano

Para Taciana, o correto é nem dizer berço montessoriano. “Pois, dentro desta proposta do quarto montessoriano, o bebê deve ter liberdade, então, a recomendação é o uso de colchonetes protegidos por almofadas, ou logo ma cama montessoriana protegida por almofadas, que nada mais é que uma cama no chão”, diz a arquiteta e designer de interiores.

Berço cegonha

e forma geral, esse não é um berço que terá vida longa, pois é pequeno e não oferece a segurança necessária para bebês acima de três meses, mas pode ser visto como uma alternativa para deixar o bebê pequeno ao lado da cama dos pais, não substituindo o uso de outro berço fixo.

Berço moisés

Maria comenta que esse tipo de berço é prático e bom para os primeiros meses de vida da criança. É de fácil transporte e fica perto da mãe em qualquer lugar, mas, como no caso do berço cegonha, não tem vida longa e acaba não substituindo o berço convencional (fixo).

Berço portátil

Taciana destaca que os berços portáteis têm um ótimo custo e várias dimensões possíveis, porém, não são muito confortáveis. “Costumam ser mais utilizados para quem viaja muito ou para deixar a criança na casa dos avós. Escolha os mais leves e mais fáceis de limpar e montar”, diz.

Apesar de ser bastante interessante, não é o mais indicado para ser usado como berço permanente, pois é menos resistente e, em alguns casos, pode ser menos confortável. Seu principal objetivo é tornar a vida dos pais mais prática, pois com esse tipo de berço pode-se viajar com mais facilidade com os bebês ou, simplesmente, deixá-los dormindo em outros locais (como, por exemplo, no quarto dos pais ou casa dos avós).

Alessandra alerta sobre o cuidado na hora da compra: “O cuidado nesse caso deve ser redobrado. Alguns modelos no mercado não têm o tecido respirável, podendo sufocar o bebê. Opte por modelos vazados e com as laterais firmes para não ter o risco de o bebê ficar preso”, orienta.

Berço redondo/oval

Taciana explica que, normalmente, os berços redondos são a primeira montagem de um berço oval. “Neste formato, ele costuma ser utilizado até uns seis meses de idade, depois disso costuma ficará apertado, então monta-se no formato oval”, diz.

“No formato redondo, o berço pode andar pela casa e acompanhar os pais onde estejam. Esse tipo de berço tem um custo alto, pois só pode ser fabricado em madeira, porém se transforma em quatro versões: redondo (funciona como um moisés), berço comum, minicama e ainda duas poltroninhas”, acrescenta a arquiteta Taciana.

Como escolher o tipo ideal para o seu filho?

As profissionais explicam quais são os aspectos que devem ser levados em conta na hora de escolher o berço ideal para o seu bebê!

Segurança e qualidade

A pediatra Danielle destaca que a segurança para o bebê é o principal aspecto a ser verificado na hora de escolher o berço. “O tamanho mais comum é o padrão americano (130cm x 70cm). É importante a ausência de quinas ou pontas que possibilitem prender a roupa do bebê”, diz.

“Em relação à grade, a distância entre as grades menores deve ser menor que a cabeça do bebê (aproximadamente 6,5 cm). Entre estrado e grades laterais, a distância precisa ser menor que 2,5 cm, para evitar que a criança prenda as mãos e os pés. O colchão deve ser firme, ajustado ao tamanho do berço”, destaca a pediatra.

Danielle acrescenta que o berço deve permitir regulagem da altura do colchão e possuir selo do Inmetro. “Grades móveis, mesmo de um lado somente, hoje são contraindicadas. Rodízios, se presentes, devem ter travas”, diz.

A arquiteta Taciana recomenda dar preferência a berços que não tenham peças pequenas que se soltem, com quinas arredondadas e que se movimentem com firmeza. “A função de diferentes alturas para o estrado permitem que você mude a altura do mesmo conforme o bebê vai crescendo, facilitando que ele seja colocado no berço quando recém-nascido e evitando que ele pule do berço quando maiorzinho”, diz.

“Verifique se o fabricante tem boa procedência e certificação do Inmetro… Existem algumas medidas entre grades e alturas que devem seguir a norma”, ressalta Taciana.

Tamanho do berço e disponibilidade de espaço

A arquiteta Taciana recomenda verificar sempre as dimensões do berço, pois elas não são padrão. “A maioria dos berços vendidos no Brasil é padrão americano… Optando por este tamanho você não terá dificuldades em encontrar o colchão e os acessórios para o seu berço”, diz.

Danielle reforça que tamanho e disponibilidade de espaço devem ser considerados de acordo com o quarto do bebê.

Não adianta, afinal, comprar um berço enorme e não ter disponibilidade para circular no quarto, por exemplo.

Conforto e funcionalidade

Pense em características que oferecerão mais conforto para o bebê e também para a rotina dos pais.

Taciana comenta que um item bacana de conforto é grade móvel, que permite que você coloque o bebê no berço de forma tranquila e confortável. “Mas tome cuidado ao escolher este item: teste bem as travas da grade para não correr o risco dela se soltar”, diz.

Os berços que oferecem trocador e cômoda acoplados, por exemplo, oferecem um conforto a mais, pois os pais já têm lugar fácil para trocar o bebê e ainda pegar com facilidade todos os itens necessários (que estarão guardados ali na cômoda).

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